Construção de nova ponte sobre o Rio Tejo recomendada pela Assembleia da República

Na passada terça-feira dia 26 de junho foi recomendada a construção de uma nova ponte sobre o Rio Tejo, para dar resposta ao problema atual que se vive na Ponte da Chamusca. Na recomendação foi proposta também a construção do IC3.

 

Publicada ontem em Diário da República [1.ª série – N.º 121 – 26 de junho de 2018] a Resolução da Assembleia da República [n.º 142/2018] recomenda ao governo, a adoção de novas medidas para a travessia entre a Chamusca e a Golegã.

O texto publicado resultou da discussão na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, de vários projetos de resolução. Estiveram presentes na sessão, o Presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Paulo Queimado e a Vice-Presidente Cláudia Moreira. O pedido do Deputado Hugo Costa (PS), deputado eleito pelo circulo de Santarém, para alcançar um texto conjunto para as resoluções sobre a Ponte da Chamusca, demonstrou a responsabilidade democrática de cada partido, facto invulgar na Assembleia da República, que provocou a assinatura conjunta do texto final, que originou um texto que não deixa dúvidas sobre a importância desta infraestrutura.

Os constrangimentos da Ponte da Chamusca afetam, direta e indiretamente o quotidiano de milhares de pessoas e empresas. Circulação diária de residentes, trabalhadores e estudantes, circulação de veículos de emergência [ambulâncias, bombeiros, etc.], acesso à rede ferroviária [estações de Riachos e Entroncamento], acesso ao Parque Ambiental, circulação de veículos do complexo militar de Tancos, entre outras menos relevantes, são ações absolutamente comprometidas, pela condição obsoleta da Ponte da Chamusca. É consensual por isso, que a resolução do problema seja uma prioridade do governo, com foco na qualidade de vida e segurança das pessoas e, na economia da região.

A recomendação determina, que se adotem medidas de regularização do tráfego rodoviário na Ponte João Joaquim Isidro dos Reis [vulgo Ponte da Chamusca, construída em 1909]; que se procurem soluções de financiamento para a conclusão da construção dos troços em falta do designado IC 3; que se atribua prioridade nos investimentos da empresa pública Infraestruturas de Portugal, S. A., à construção de uma nova travessia do rio Tejo, entre a Chamusca e a Golegã; e ainda, que se estudem soluções sustentáveis, de longo prazo, para os constrangimentos existentes.

Ao final de vários anos, tudo indica que esta prioridade, possa ser considerada no próximo Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas

 

 

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