Revista É Ribatejo
Notícias

Gala de Encerramento do FIFCA

 

Não é novidade, escrever-se (ou dizer-se) que “Tudo o que é bom acaba depressa”, e o FIFCA não foi exceção. Um festival único, de todas as cores, que decorreu nos territórios de 5 municípios no Ribatejo, tendo o seu encerramento na mesma sala em que se apresentou este ano: no moderno auditório do IVV, que apesar de foi outra vez pequeno para receber o “mundo inteiro”.

Os simpáticos grupos do Equador, de Itália e Equador não puderam estar presentes, como na Gala de Abertura, mas a plateia pode vibrar com outros grupos que não haviam marcado presença, inclusive o representante “da casa”, as “Gentes de Almeirim”, grupo famoso pelo seu “Arroz Doce”, mas que desta vez mostrou e partilhou outra iguaria no palco, convidando todos a dançar, como é apanágio.

A comitiva da Eslováquia repetiu, mas não desiludiu no palco do IVV no ano de 2026. Os “Folk Dance Ensemble LUSK Krakovany” espalharam rodas de alegria no palco e na plateia. Os Folclor Colombia também repetiram a performance feita na abertura da gala, mostrando as novas gerações de colombianos em Portugal e a forma como cantam e dançam as raízes “cafeteras” a milhares de quilómetros de distância do país dos seus antepassados.

Depois de deslumbrarem outras plateias ribatejanas, eis que chegou o momento dos Rangsagar Performing Arts, diretamente da Índia para os palcos do Festival. Desta vez, pisaram os palcos de Almeirim apenas no encerramento, agitando antes as ancas e as mãos dos populares na Chamusca, Coruche, entre outros palcos e workshops.

A par da comitiva indiana, o Grupo de Dança Contemporânea Guineense foi talvez dos mais exuberantes e dos que conseguiram fazer “cair os queixos” da plateia. Homens e mulheres, de vestes exuberantes, executaram danças de matriz africana, executando a performance “Kurpu di Natureza”, mergulhando na relação entre corpo e território, fazendo a proposta poética de ligação entre humanidade e natureza, incidindo sobre o momento em que o corpo se transforma em floresta, rio, vento, “memória viva”.

Os dois grupos mexicanos, inseparáveis, pois anunciavam os primeiros “convidados” internacionais, também presentes na Gala de Abertura, ou seja, os bailarinos da Compañia Titular de Danza Folklórica de La Universidad Autónoma de Nuevo León e o Grupo Musical “Pico de Gallo”, repetiram a raça e o sangue quente da primeira atuação, servindo de bandeja o final aos Pampa Cumpañia, coletivo argentino que, antes do “fechar o pano”, pôs todos na sala a dançar Humahuaqueño, um tema tradicional do carnaval “alviceleste”.

Todos os intervenientes concordarão no êxito inquestionável deste festival, tornando obrigatória a sua edição em 2027, com a sorte de voltarmos a ter “O Mundo aqui tão perto”.

João Rosa Luz

Leave A Comment