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Gala do Fado no Ribatejo

 

Uma noite de fado no coração do 65.º Festival Celestino Graça

A Casa do Campino encheu-se de vozes, guitarras e tradição na noite de 3 de setembro, numa Gala de Fado que voltou a colocar o Ribatejo no centro do palco.

Integrada no programa do 65.º Festival Celestino Graça, que decorre até 6 de setembro, a Gala de Fado no Ribatejo trouxe uma noite especialmente dedicada a uma das mais reconhecidas expressões do património cultural português.

A abrir o espetáculo, Ludgero Mendes, presidente da Assembleia Geral da Federação do Folclore Português e organizador do festival, recordou a história do fado, destacando a importância de integrar o património imaterial português num festival que celebra as tradições de diferentes partes do mundo.

Com a Casa do Campino praticamente cheia e uma plateia maioritariamente ribatejana, a noite prometia fado, mas também muita proximidade com o público. No palco estiveram os fadistas Eduardo Almeida, Carolina Varela Ribeiro e Joana Amendoeira, acompanhados por Custódio Castelo, na guitarra portuguesa, João Chora, na viola, e Fernando Calado, mais conhecido por Nani, na viola-baixo.

Eduardo Almeida deu o pontapé de saída ao espetáculo com “Quentes e Boas”, de José Luís Gordo, conquistando desde logo os primeiros aplausos. Seguiu-se uma atuação marcada por homenagens e por temas especialmente próximos da identidade e das tradições ribatejanas, num diálogo constante com uma plateia que não se fez rogada nos aplausos e manifestações de entusiasmo.

A voz mais jovem da noite, Carolina Varela Ribeiro, trouxe ao palco uma interpretação marcada pelo sentimento, passando por temas como “Mouraria” e “Sombra da Madrugada”. Também João Chora, para além de acompanhar o espetáculo à viola, assumiu a voz em alguns momentos, com “Fado Forcado” a despertar particular entusiasmo.

A encerrar a Gala esteve a scalabitana Joana Amendoeira, que levou consigo para o palco uma ligação antiga às tradições da região. Entre os temas interpretados estiveram “Fado Pechincha”, “Fado Boémio” e “Havemos de ir a Viana”, numa atuação que deixou a sala rendida e marcou o encerramento da noite.

Já ao cair do pano, os artistas juntaram-se para interpretar “Malmequer”, num momento de celebração coletiva que encerrou mais uma Gala de Fado no Ribatejo no Festival Celestino Graça.

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