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Trajes do Mundo apresentado pelo FIFCA

 

Como antecâmara do já tradicional e concorrido FIFCA, foi inaugurada num dos espaços que vai receber o certame, uma exposição intitulada “Trajes do Mundo”. Associada ao Festival Internacional de Folclore, Culturas e Artes, inaugurada dia 1 de abril, até dia 11 de maio, ao longo do renovado espaço do IVV. A inauguração decorreu pouco depois das 21 horas, com a presença e visita do Presidente do Município de Almeirim, acompanhado da sua vereadora da cultura Ana Casebre e da Presidente da Junta de Freguesia da cidade, Helena Fidalgo.

Nas palavras do Presidente (e mentor) do Festival e da própria Associação FIFCA, Ricardo Casebre, “(…) A ideia nasceu da vontade de preservar e promover a diversidadecultural através da identidade dos povos. Mais do que uma simples mostra, a exposição “Trajes do Mundo: Culturas e Tradições” foi idealizada pela Associação FIFCA com o Propósito de não ser apenas uma exibição de tecidos, cortes e adornos. Cada traje aqui exposto é um documento vivo. Através destas peças, viajamos por diferentes geografias e épocas, compreendendo como a identidade de um povo se molda e se expressa através daquilo que veste. “

A exposição conta com 110 trajes, sendo cerca de quatro dezenas de origem internacional. As peças expostas fazem parte do espólio da própria Associação FIFCA, acumuladas ao longo de anos de intercâmbio cultural. Muitas destas peças foram doadas pelos grupos que passaram pelas edições anteriores do festival, outras cedidas ou doadas pelos Municípios e Juntas de Freguesia parceiros do FIFCA, além de generosas cedências de particulares para a exposição. Perto de 50 trajes são património do casal Ricardo Casebre e Irene Sequeira, dançarinos e atuais Presidente da Direção e Presidente AG da Associação FIFCA, respetivamente.

Os vários populares que acorreram ao espaço, ficaram com apetite aberto para um dos festivais mais prestigiados de folclore no país, que decorre no concelho de Almeirim, de 24 de abril a 3 de maio, estendendo-se a outros 7 a 8 concelhos da Lezíria Ribatejana.

Para o seu organizador, “(…) as perspetivas são de expansão e consolidação regional. O festival continua a descentralizar-se, levando o “mundo” para além dos grandes palcos, abrangendo 7 a 8 municípios da Lezíria Ribatejana. Para este ano, espera-se maior visibilidade internacional, reforçada por parcerias diplomáticas, nomeadamente, a do México”.

O evento foi o ponto de partida e a pista para vermos o folclore como veículo de “aproximação à comunidade”. A exposição que o enquadra, serve como “(…) pólo de educação cultural para escolas e visitantes locais”. O festival, esse, continuará a ser a habitual celebração da “(…) paz e a união entre povos num evento que já é considerado uma referência no calendário cultural do Ribatejo.”

João Rosa Luz

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