De 1de Março a 3 de Abril decorre a 20ª edição do Mês da Enguia, Rainha do Tejo. Numa conferência de imprensa no passado dia 16 que contou também com a presença dos oradores Dr. António Ceia da Silva – Presidente da Entidade Regional de Turismo e do Chef Luís Machado, presidente do júri, o Presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Eng.º Hélder Esménio apresentou o programa desta edição que inclui, não só a degustação dos pratos de enguia nos 18 restaurantes aderentes como “a componente histórico-cultural” que justifica o certificado de mérito atribuído pela Entidade Regional De Turismo do Alentejo e Ribatejo. Assim, estarão patentes 6 exposições sobre os Parodiantes, os Barretes e a Rádio em Portugal (uma homenagem aos 2 Parodiantes de Salvaterra de Magos, já falecidos); As Embarcações Tradicionais do Tejo; As Memórias de uma Vila Real (documentos históricos municipais seculares); Vidro da Marinha Grande; Da nossa terra… O que se conta; 112 anos do Comboio em Marinhais. Neste mês estarão incluídos também o Festival da Sopa e Pão Caseiro de Marinhais e a Feira do Artesanato e Produtos Regionais de Salvaterra de Magos. Um certame que promete muita animação com dança, teatro, stand up comedy, folclore, torneios, música, etc.
O Presidente da Câmara de Salvaterra de Magos salientou o apoio do IEFP e da Escola Profissional de Salvaterra de Magos, e o apoio da Entidade Regional de Turismo, de todos os agentes, operadores de turismo e participantes que, como referiu “fazem a afirmação do concelho e promovem o intercâmbio cultural dinamizando a economia local com o aumento do volume de negócios”.

Ceia da Silva referiu a necessidade de se “trabalhar no turismo para o turista”, apresentando a urgência de uma intervenção ao nível da captação de investimento no alojamento, no avanço de projectos para o Escaroupim. Salientou a importância do aproveitamento dos fundos estruturais para os próximos 7 anos. Além da importância do turismo náutico no Tejo, da cultura avieira e ribeirinha anunciou a intenção de elevar a património a falcoaria, ainda este ano e da realização de uma carta gastronómica do Ribatejo com a certificação de restaurantes.

Ultrapassando crises, espera-se que mais de 5,5 toneladas de enguias sejam consumidas nos pratos tradicionais: ensopado, caldeirada e fritas. Como referiu o Chef Luís Machado “a enguia é já um factor económico importante na região”. Agora, a par das receitas tradicionais “é preciso inovar”.

Esta apresentação terminou com uma exibição de falcoaria e com uma prova de pratos de enguia oferecida pelos restaurantes que participam neste certame que, a par das receitas tradicionais, trouxe a inovação em pratos como “paella” e feijoada de enguia.
Tudo isto ao som de fados do Ribatejo revisitados pela voz de Laura Machado acompanhada por elementos do grupo “Xerife”.

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