Assunção Cristas, Ministra da Agricultura e do Mar inaugurou o Centro de Competências para o Tomate Indústria (CCTI), que vai ficar instalado no Complexo da Quinta das Pratas, no Cartaxo, que ultrapassou a anteriormente anunciada hipótese da Estação Zootécnica Nacional no Vale de Santarém.
A ministra da agricultura, aplaudiu a iniciativa da indústria e destacou a importância deste Centro de Investigação num setor que exporta 95% da produção, e que segundo a governante, ‘’é um dos bons exemplos da nossa agricultura na qualidade/produção e está entre os melhores do mundo’’.
Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da câmara municipal do Cartaxo e que assinou por parte da autarquia o protocolo que vigorará por 10 anos renováveis, defendeu que a ‘’localização privilegiada do concelho e as nossas estratégias de desenvolvimento, recursos naturais e capacidade instalada, foram determinantes para esta conquista a que outras se seguirão em áreas do empreendedorismo com estamos em negociações’’.
O autarca cartaxense saudou ainda Vasco Cunha, deputado, membro da Comissão Parlamentar de Agricultura e vereador na autarquia cartaxense foi determinante na instalação do CCTI e ‘’que colocou o interesse do concelho acima de qualquer outro sendo a sua intervenção e trabalho determinante para trazer o Centro de Competências para o Cartaxo’’.
O Centro de Competências para o Tomate Indústria (CCTI) nasceu da vontade expressa em protocolo, firmado entre a Associação dos Industriais de Tomate (AIT), a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e o Ministério da Agricultura e do Mar (MAM). A sua génese acontece em articulação com a agenda estratégica nacional para a Investigação Agroalimentar, e nas linhas orientadoras para a promoção de sinergias entre entidades capazes de contribuir para a construção de novas eficiências para o setor bem como com a investigação visando aumentar a produtividade deste tipo de cultura.
Portugal é o quinto produtor mundial de tomate para a indústria, com uma produção que, em 2013, atingiu 997 mil toneladas. Estima-se que a faturação desta indústria ascenda a 200 milhões de euros. A produção nacional é quase exclusivamente para exportação, com 95% das vendas a serem realizadas para o Japão, Reino Unido, Médio Oriente, Rússia e França.

Cortesia:Jorge Lúcio-Pontével

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