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O Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Dr. António Ceia da Silva, esteve, no passado dia 20, com a sua comitiva numa visita ao concelho da Chamusca. Inserida no Programa “Conhecer para Agir”, a visita tem como objectivo conhecer de perto a oferta turística dos concelhos, as suas mais-valias e fragilidades para, futuramente, se poderem definir estratégias eficazes de actuação.
Dr. Paulo Queimado, Presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Drª Cláudia Moreira, Vice-Presidente, Dr. Fernando Velez, Presidente da Assembleia Municipal e os Vereadores Francisco Matias e Dr.ª Aurelina Rufino, Dr.ª Paula Ribeiro, Técnica Superior de História, e Dr.ª Anabela Protasio, Secretária da Junta de Freguesia da Carregueira estiveram presentes na recepção aos dirigentes e técnicos da Turismo do Alentejo e Ribatejo, no Salão Nobre da Câmara Municipal, pelas 10.30 horas.
O Presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Paulo Queimado, agradeceu a presença de Ceia da Silva e da sua comitiva e deu a conhecer um pouco da vila da Chamusca, referindo que a nível de infra-estruturas estão na fase de readaptação de recursos e reatar contactos com parceiros no sentido de criarem o máximo de sinergias possíveis para criar uma oferta a nível de turismo para os visitantes.
Ceia da Silva, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, agradeceu a forma amiga e fraterna como foram recebidos como tem vindo a acontecer nos outros concelhos já visitados anteriormente. Salientou a inclusão dos 11 concelhos do Ribatejo à Entidade Regional de Turismo do Alentejo e das dúvidas que surgiram no seu inicio. “Eu considero esta zona, do ponto de vista turístico como uma espécie de Balcãs. Vocês já foram Ribatejo, depois foram para Lisboa, alguns estiveram no Oeste, agora Alentejo. Isso eleva ainda mais um tratamento profissional competente, dedicado e muito técnico com que estes concelhos têm de ser tratados”. Para Ceia da Silva, o território do Ribatejo tem grande potencialidade a nível do turismo. “Hoje vou conhecer o concelho da Chamusca e já cheguei a uma conclusão: de facto este território tem potencialidades, tem recursos. Temos que trabalhar os recursos turísticos para terem visibilidade. Devemos aproveitar e dinamizar ao máximo a proximidade deste território a Lisboa mas promovendo o território do Ribatejo. Os primeiros que têm de gostar da região são os que cá vivem. Os habitantes desta zona têm de dizer «esta região é a melhor do mundo!», há que levar a velha máxima de «Ai de mim se não for eu!». Temos de ser nós a valorizar o nosso território”. Ceia da Silva disse ainda que “depois da inclusão dos 11 concelhos na Entidade Regional de Turismo do Alentejo, a Presidente da Câmara Municipal de Setúbal pediu-me numa reunião recente que tivemos para criar a Associação de Turismo de Setúbal, porque não quer trabalhar com Lisboa mas sim connosco”. Ceia da Silva falou ainda no que já foi feito pela Entidade: a criação de um site – visitribatejo.pt – que deve ser aproveitado por todos, pelos municípios e agentes, no sentido de lá estar toda a informação que quiserem; a criação de uma página no Facebook “VisitRibatejo”, onde já existe a interacção com estruturas da região. Neste momento, está praticamente aprovado um projecto de reestruturação de material promocional para fazer na região do Ribatejo, um filme promocional do Ribatejo, folhetos concelhios, folhetos temáticos em relação a cada um dos segmentos, nomeadamente de procura, família, férias a dois, e seniores activos, no sentido em que o território fique dotado desses materiais de informação e suportes de comunicação para a região do Ribatejo. Em relação aos recursos turísticos, Ceia da Silva refere que em relação ao próximo quadro estratégico comum da UE, há que conseguir que a zona do Ribatejo (que está no nível 2) atinja o nível 5 que é o nível máximo. A nível de turismo de natureza, Ceia da Silva refere que já se encontra adjudicado a criação de uma rede de percurso de BTT, percursos pedestres que envolve todo o território do Alentejo e Ribatejo; outro projecto que já avançou é na questão de turismo de saúde – Turismo For All – que tem a ver com um novo segmento de mercado que surgiu recentemente, onde a plataforma vai ser “Idosos com saúde”. São pessoas com mais de 70 anos, que fazem férias tendo saúde: para quem tem problemas crónicos, de mobilidade, problemas de arteriosclerose, diabetes, riscos de doenças cardíacas, essas pessoas podem fazer férias mas em locais que tenham um tipo de tratamento que eles necessitam. Quanto ao turismo sinergético, já há um projecto que estão a avançar, há a componente de uma plataforma que vai permitir para valorizar a gastronomia. Em fase de elaboração, na área da gastronomia, vão avançar com a elaboração de uma carta gastronómica do Ribatejo, com a certificação de restaurantes e com a criação de roteiros gastronómicos. Ceia da Silva adianta que vão começar a trabalhar no turismo náutico, pelas potencialidades que o Ribatejo tem, apesar de diferentes da zona do Douro; na área do turismo equestre, vai haver a apresentação do Plano Estratégico do Turismo Equestre que é decisivo, associando o cavalo ao touro, no dia 24 de Maio, na ExpoÉgua na Golegã.
Depois da visualização do filme institucional do município e de assinado o protocolo da mesa interactiva, seguiu-se a visita pelo concelho da Chamusca.
O primeiro local a ser visitado foi o Posto de Turismo, onde vai ficar a mesa interactiva. O Posto de Turismo oferece toda a informação necessária para conhecer o concelho da Chamusca. Existe neste espaço uma exposição permanente de artesanato.
Seguiu-se a viagem de autocarro até à Quinta dos Arneiros de Cima, turismo rural, onde existem 13 quartos, piscina e sala de bilhar. Depois da visita à Quinta, seguiu-se viagem até ao Edifício de São Francisco. O edifício tem actualmente instalado o Centro de Congressos e Alojamento de Grupos da Chamusca. Outrora, já foi o Asilo Chamusquense (até 1997), e desde os finais do séc. XVIII até 1912, a Igreja de São Francisco.
Pelas 12.15 horas visitou-se a Igreja da Senhora do Pranto. Pequena ermida edificada nos finais do século XVII, de estrutura arquitectónica simples é, no entanto, um dos ex-libris da Chamusca. No miradouro é-nos permitido observar o Rio Tejo e a lezíria. A Igreja é composta pela nave central, onde se encontra a capela-mor, e lateralmente pela capela de S. José e pela Capela de S. Joaquim ou Capela do Senhor dos Aflitos. Na nave central encontramos azulejos com motivos florais, jarras, pássaros e outros animais do início do século XVIII.
Após a visita à Igreja, seguiu-se para a Casa das Hortenses – Turismo de Habitação. É uma casa datada de meados do século XIX, constituída por cinco quartos com terraço com vista panorâmica sobre a lezíria e a vila. Dispõe ainda de uma sala de estar comum, uma sala de leitura e um bonito jardim.
A viagem prosseguiu para a Igreja Matriz (São Brás). O templo foi mandado erigir pelo D. João da Silva, segundo donatário da Chamusca e Ulme, e é considerado o mais antigo na Chamusca, sendo que, os seus altivos portões foram assim abertos ao culto em meados do século XVI. Ao longo dos tempos foi sofrendo remodelações e da construção inicial só resta o pórtico Manuelino. Das imagens ali presentes, podemos salientar a do patrono da freguesia da Chamusca – S. Brás, uma escultura em madeira estofada e policromada do século XVII, uma imagem de S. Sebastião de pedra do início do século XVI e a imagem do Senhor Morto.
O Porto das Mulheres foi o local visitado seguidamente. Trata-se do antigo porto fluvial, onde os barcos transportavam produtos e passageiros. Deve o seu nome às mulheres que dali fizeram local preferido para a lavagem da roupa.
O almoço aconteceu pelas 13.15 horas, no restaurante “O Poizo do Bezouro”. Seguiu-se a visita à Aldeia do Arripiado, pela zona ribeirinha, onde se pôde vislumbrar a vista panorâmica sobre o Castelo de Almourol e sobre a imensidão da Lezíria. No Miradouro do Almourol, pôde-se observar uma escultura exposta de João Cutileiro – “O Guerreiro”. Na Praça da Barca, pôde-se encontrar as esculturas “A Barca”, de José Coelho e “Os Peixes”, em homenagem a todos os pescadores da aldeia.
O último local visitado foi a Ganadaria da Engenheira Joana Rosa Rodrigues, com a apresentação de toureio a pé.
Depois da visita à Chamusca, a Turismo do Alentejo e Ribatejo irá colocar em prática o Programa “Conhecer para Agir”, em Santarém e no Cartaxo, concluindo assim o programa de visitas técnicas nos municípios ribatejanos que integram a instituição.

Vânia Cláudio

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