António Ceia da Silva em visita ao concelho do Cartaxo

  • Programa Conhecer para Agir, traz técnicos e presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERTAR) ao concelho, numa visita que se iniciou com o anúncio da candidatura do Fandango a Património Imaterial da Humanidade, sob a liderança do Município do Cartaxo.
  • Pedro Magalhães Ribeiro afirma que a autarquia vai continuar o trabalho de promoção de parcerias entre operadores privados e entidades públicas com responsabilidade no setor, anunciando que Cartaxo Capital do Vinho será relançado com projeto agregador.

 O presidente da ERTAR, António Ceia da Silva, esteve no concelho do Cartaxo no passado dia 8 de junho, numa visita que se iniciou com uma reunião de trabalho com operadores turísticos e promotores de eventos do concelho. Nesta reunião, o presidente da ERTAR anunciou a parceria que a Entidade Regional estabeleceu com a autarquia, para a apresentação da candidatura do Fandango a Património Imaterial da Humanidade, explicou as opções estratégicas para a região e deu conta dos projetos em curso que considera contribuirão para a “afirmação do território como destino turístico”.

Pedro Magalhães Ribeiro e a vereadora Sónia Serra, responsável pelos pelouros do Turismo e do Desenvolvimento Económico e Empreendedorismo, acompanharam a visita da ERTAR ao concelho, na qual participaram técnicos da ERTAR e do município. O presidente da Câmara afirmou que “é necessário reforçar o trabalho que temos vindo a fazer em parceria com os operadores privados”, considerando que “a autarquia tem a responsabilidade de ser promotor de trabalho em rede, que contribua para a construção de sinergias e criação de produtos turísticos integrados”.

O autarca anunciou também que a Câmara Municipal vai “relançar o projeto Cartaxo Capital do Vinho”, que quer que venha a ser uma “marca agregadora do muito bom que já se faz e produz no concelho”, explicando que “o trabalho que já desenvolvemos, mostra-nos que o vinho e a vitivinicultura, com a enorme potencialidade do enoturismo como fator de crescimento e desenvolvimento local, podem ser, de facto, fatores de diferenciação territorial”.

Durante o dia, o grupo de trabalho visitou seis empresas que operam no setor – Quinta da Broeira, Restaurante Taberna do Gaio, Coudelaria Quinta das Varandas, Sociedade Agrícola Casal do Conde, Quinta das Palmeiras e Coudelaria Luís Bastos.

Entidade Regional apresentou opções estratégicas e projetos em desenvolvimento

A visita de trabalho da ERTAR ao concelho, integra-se no programa Conhecer para Agir, cuja importância António Ceia da Silva justifica por não conceber “nada pior do que não conhecer o território, a ERTAR abrange cerca de 40% do território nacional, entendo que o nosso trabalho é no terreno, junto dos operadores privados e das entidades públicas, com gabinetes técnicos de qualidade, no apoio à nossa ação”.

O presidente da ERTAR deu conta, às cerca de duas dezenas de promotores turísticos do concelho que participaram na reunião de trabalho, dos pressupostos gerais quer do Plano Estratégico que a Entidade apresentou aos fundos Portugal 2020, quer dos “sete planos estratégicos operacionais”. Entre os pressupostos, António Ceia da Silva destaca a necessidade de garantir identidade e qualidade da oferta, “o destino turístico tem de apresentar características diferenciadoras, o turista procura o que há aqui e em nenhum outro sítio, mas também procura qualidade”, pelo que o esforço de certificação, que iniciará no alojamento, “é essencial. Não a certificação para ter um selo, mas a certificação como oportunidade de requalificação. Há financiamento disponível e quem quiser investir, tem agora o momento certo para o fazer” – com a possibilidade de taxas a 0% e possibilidade de 50% do subsídio ser não reembolsável.

É na criação de diferenciação no território, que António Ceia da Silva, explica as recentes candidaturas do Cante Alentejano, ou dos Chocalhos, a Património Imaterial da Humanidade, que a UNESCO já reconheceu, ou a candidatura que prepara do Montado de Sobro, ou do Fandango, da qual o Cartaxo será concelho piloto.

No que se refere ao Cartaxo, António Ceia da Silva afirmou que “tem recursos extraordinários, importa transformá-los em bons produtos”, referindo a localização como um dos pontos fortes do território “a 40 minutos da área metropolitana de Lisboa, quando 40% dos turismo da ERTAR, é oriundo desta área metropolitana”, ou a mais valia de um território “que tem Valada e o Tejo”, informando os presentes que a ERTAR assumiu o dossier da Candidatura da Cultura Avieira – “não entendo que o Tejo não seja trabalhado como produto turístico”, referindo o Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Turismo Náutico que a ERTAR apresentou em fevereiro deste ano, “área para a qual o concelho tem grande potencial”.

Câmara Municipal já iniciou trabalho no âmbito da candidatura

Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo reconheceu “com orgulho” que as “diligências que temos vindo a desenvolver junto da Entidade Regional, com o objetivo de promover a candidatura do Fandango à classificação de Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO, foram entendidas como válidas”, e que a parceria entre as duas instituições “vai dar ao Fandango o reconhecimento que lhe é devido – de expressão cultural diferenciadora de uma região, de um povo, única no mundo e, a partir de agora, com reconhecimento mundial”.

O autarca assumiu o “orgulho de ver o Cartaxo a liderar esta candidatura. O Fandango, dança de desafio, é a expressão genuína da nossa identidade cultural”, lembrando que “o concelho tem a preciosa singularidade de todas as suas freguesias terem rancho folclórico com forte expressão na representação do Fandango”, pelo que “a participação dos nossos ranchos folclóricos será crucial na promoção desta candidatura”.

As primeiras reuniões de trabalho no âmbito da candidatura já tiveram lugar, a primeira com os ranchos folclóricos do concelho e com as juntas de freguesia e a segunda com o presidente e o vice-presidente da Federação de Folclore Português, Fernando Ferreira da Silva e Daniel Café, respetivamente. Daniel Café é também antropólogo da Federação. Foi, ainda, solicitada uma audiência ao Ministro da Cultura.

 

 

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