1798754_10202149288146822_150087520_n

IV edição do Festival Internacional de Folclore, Culturas e Artes apresentado em Almeirim
A apresentação oficial do Festival Internacional de Folclore, Culturas e Artes (FIFCA) decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Almeirim. Na apresentação do evento cultural estiveram presentes Pedro Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Almeirim, os vereadores Eurico Henriques e Emília Moreira, e Ricardo Casebre, presidente do evento FIFCA.
O evento bienal, a decorrer de 18 a 25 de Abril, está de regresso ao concelho de Almeirim. Também os concelhos de Alpiarça, Benavente, Salvaterra de Magos e Coruche estão envolvidos nesta edição. Num momento tão importante que é o da celebração dos 40 anos da Liberdade do 25 de Abril de 1974, o município aposta fortemente nas actividades para essas comemorações.

Ricardo Casebre, presidente do FIFCA, recorda como surgiu a ideia do Festival: “a história do FIFCA nasce precisamente na ideia de criar um evento de prestígio e grandiosidade que pudesse ser incorporado em todas as comemorações do 25 de Abril todos os anos. Ficamos muito contentes porque conseguimos chegar à IV edição deste evento, não escondendo as muitas dificuldades encontradas até aqui. Penso que no decorrer do evento também nos iremos debater com elas porque nestes grandes eventos é natural que isso aconteça.”
Para Ricardo Casebre, o principal objectivo da organização é “fazer com que este evento consiga trazer reconhecimento internacional e que traga também desenvolvimento cultural e económico, porque assim vêm muitas pessoas ao concelho de Almeirim”.
Devido à situação financeira que o país atravessa, Ricardo Casebre salienta a importância deste tipo de eventos para que a população em geral tenha algo que os faça esquecer um pouco as amarguras da vida.
Susana Costa, coordenadora do secretariado do FIFCA, deu a conhecer aos presentes na conferência de imprensa alguns dos pontos fortes da 4ª edição do Festival. No dia 17 de Abril, no Cine-Teatro de Almeirim, acontece a inauguração da exposição “O Mundo aqui tão perto”. Nesse mesmo dia, pelas 21.30h, acontece a pré-apresentação de uma comitiva internacional, no mesmo espaço. No dia seguinte, pelas 15 horas, decorre o desfile de boas vindas, tendo início na Praça Francisco Henriques, seguindo até ao Parque das Laranjeiras, em Almeirim. Pelas 16.30h está prevista a cerimónia protocolar no Salão Nobre da autarquia. Uma hora depois, na esplanada das Laranjeiras há a saudação às bandeiras. Para o sábado, dia 19, Susana Costa salientou o workshop de gastronomia promovido pela Confraria Gastronómica de Almeirim, em que vão tentar ensinar a fazer o pão tradicional de Almeirim (as caralhotas) às comitivas estrangeiras. No Pavilhão Alfredo Bento Calado, em Almeirim, irá decorrer uma actividade lúdico desportiva promovida pelo Hóquei Clube “Os Tigres”. Na tarde desse mesmo dia, vai decorrer o Festival de Folclore, em Coruche, promovido pelo Rancho Folclórico da Erra. Pelas 20.30h, acontece o Festival de Folclore do Granho, concelho de Salvaterra de Magos.
No dia 21, o dia é livre para as comitivas internacionais onde podem escolher o que querem visitar. De 22 a 24 vão decorrer visitas a associações e entidades do concelho de Almeirim e concelhos parceiros. No dia 25, há o encerramento do festival com o habitual desfile etnográfico pelas ruas da cidade de Almeirim. Pelas 17.30h, no Pavilhão Desportivo de Benfica do Ribatejo, acontece a Gala de Encerramento, com a entrega das Menções honrosas a José de Jesus, António Cláudio, Amândio Branco e João Moreira.
Tiago Raposeira, coordenador de segurança do FIFCA, deu a conhecer toda a logística envolvente no evento. As comitivas internacionais já confirmadas são: Brasil (comitiva composta por 26 elementos), Holanda (24 elementos), Polónia (37 elementos), Bulgária (23 elementos), Colômbia, com duas comitivas diferentes (uma com 26 elementos e outra com 32), Paraguai (7 elementos) e Jordânia (22 elementos). O Ministério dos Negócios Estrangeiros, o SEF, GNR, Hospital de Santarém e os serviços locais dos Bombeiros de todos os municípios envolventes são as entidades envolvidas nesta edição do FIFCA. Tiago Raposeira fala ainda na grandeza do evento e em tudo o que envolve “em termos de organização de coordenação são cerca de 15 elementos que depois se transformam num secretariado que envolvem todos os parceiros que passa para 50. Temos também os voluntários mais directos com a organização que são mais de 600 pessoas em todos os concelhos que estão a trabalhar nesta edição do FIFCA. Outro dos cuidados que temos desde a 1ª edição é em cada grupo estrangeiro, que esteja em Portugal, não ande «sozinho». Todos os grupos estrangeiros têm a acompanhá-los permanentemente um guia da organização e um socorrista para tentar resolver qualquer situação que ocorra. Aqui mostra um pouco o cuidado que nós temos com este tipo de situações”. Em termos de previsões de público-alvo, em todos os municípios, estima-se que seja superior a 15.000 pessoas durante o evento, em todos os concelhos envolvidos.
Pedro Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Almeirim, foi o último orador a intervir, dando em primeiro lugar os parabéns à organização do FIFCA. Para Pedro Ribeiro este é um evento cultural de grande dimensão, em que se têm juntado as questões culturais, desportivas e até económicas. A semana do evento vai ser, segundo o presidente da autarquia, muito intensa, de divulgação e promoção do concelho. “Nós conseguimos receber muito bem as pessoas. Queremos que assim continue e queremos que as pessoas que saiam daqui tenham vontade de voltar. É isso que tem acontecido”. O presidente, em jeito de conclusão, falou em alguns aspectos da importância da democracia e da comemoração dos 40 anos da Liberdade. “O facto de nestes 40 anos também coincidirem com este evento, penso que há algo a realçar porque se não fosse o movimento dos capitães há 40 anos, não seria possível estarmos aqui, não seria possível haver esta conferência de imprensa porque não haveria jornalistas que aqui estivessem, além disso haveria aqui com certeza um conjunto de comitivas que estavam proibidas de participar e de se deslocar a Portugal. São pormenores que nós, que vivemos em democracia, não damos por isso mas a verdade é que antes de 1974 havia aqui uma série de situações que não podiam acontecer. Acho importante relembrar estes pormenores porque muitas vezes falamos no global e esquecemo-nos de indicar quais eram as diferenças. As diferenças eram muitas. Que a cultura também sirva como afirmação desse poder democrático”.
Ricardo Casebre encerrou a conferência, salientando que um dos objectivos a concretizar na próxima edição do FIFCA – visto não ser sido possível concretizá-la este ano – é o de um concurso de escultura. Para ele, na próxima edição do evento será possível ampliar e concretizar esse objectivo, tornando-o num evento de teatro, dança, pintura e escultura englobando todas as artes e culturas da região.
Vânia Cláudio

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *