As Comunidades Intermunicipais (CIM) da Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Beira Baixa assinaram ontem, dia 9 de setembro, na AGROGLOBAL, um documento conjunto com vista à concretização da construção da Barragem do Alvito, no rio Ocreza.

O documento foi assinado pelos Presidentes das Comunidades Intermunicipais da Lezíria do Tejo e da Beira Baixa, Pedro Ribeiro e Luís Pereira respetivamente, e pelo Vice-Presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Vasco Estrela, que consideram a concretização desta construção um fator decisivo para a sustentabilidade dos seus territórios e das atividades económicas que dependem deste recurso.

Antes da cerimónia de assinatura decorreu uma apresentação sobre “A Barragem do Alvito: armazenar para melhor gerir”, pelo Diretor do Serviço de Hidráulica e Ambiente da TPF – Consultores de Engenharia e Arquitetura, SA, Mário Samora.

De lembrar que a CIMLT participou na AGROGLOBAL 2021, num stand dinamizado em conjunto pela CIMLT, Associação dos Agricultores do Ribatejo, Município de Santarém, Município do Cartaxo e Águas de Santarém.

Considerando o impacto direto da construção da Barragem com fins múltiplos nas Regiões da Beira Baixa, Médio Tejo e Lezíria do Tejo, um fator decisivo para a sustentabilidade do seu desenvolvimento;
Considerando que a Bacia do Tejo integra as áreas de regadio mais importantes que temos no País, com forte impacto nas exportações e no equilíbrio da nossa balança comercial;
Considerando que os caudais lançados pela barragem de Alcântara em direção a Portugal durante o período crítico de estiagem são extremamente irregulares, tornando difícil o seu aproveitamento no nosso país sem dispor de armazenamento adicional;
Considerando que a capacidade de regularização no leito do Rio Tejo é praticamente nula, pois as barragens do Fratel e de Belver são fios de água;
Considerando que atualmente o País apenas tem alguma capacidade de controle no caudal do Tejo, quando ele já vai a meio do território, a partir de Constância, utilizando os caudais disponíveis nas Barragens do seu afluente, o Rio Zêzere;
Considerando que é muito importante construir em Portugal aproveitamentos com capacidade de armazenamento que nos coloque ao abrigo de qualquer falha proveniente dos usos dados a água que vem de Espanha (já o fizemos na bacia do Douro e o mesmo foi feito no Guadiana com o Alqueva), e de períodos de seca prolongados;
Considerando a urgência de concretização desta obra, para atenuar o efeito das alterações climáticas, cada vez mais evidentes;
As CIM da Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Beira Baixa, tendo em conta que a Bacia do Tejo é a “espinha dorsal” do sistema hídrico e da organização do Território Nacional, consideram como desígnio nacional e investimento prioritário a construção da barragem do Alvito, no rio Ocreza, com fins múltiplos.
Trata-se de um investimento não muito vultuoso, que tem sido adiado há várias décadas, e cujos estudos já estão prometidos pelo Governo desde abril de 2019.
Em pleno século XXI, Barragem cheia 2030 é um objetivo realista, que depende apenas da vontade política para o assumir como prioritário.
Neste contexto, vêm as referidas CIM solicitar que seja concretizada a construção da barragem do Alvito, no rio Ocreza, como fator decisivo para a sustentabilidade dos seus territórios e das atividades económicas que dependem deste recurso.

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