O concelho de Coruche foi o vencedor na categoria Região do Alentejo dos Prémios de Município do Ano Portugal 2015, com o projeto do Observatório do Sobreiro e da Cortiça.

A escolha foi de um júri composto por nove personalidades independentes, presidido por José Mendes, vice reitor da Universidade do Minho e coordenador da plataforma UM Cidades, organizadora do evento.
A entrega de prémios decorreu ontem, dia 9 de Julho, na cidade de Braga, nesta que é a segunda edição da Gala dos Prémios Municípios do Ano, realizada pela Universidade do Minho através da plataforma UM-Cidades, e que visa reconhecer publicamente as boas práticas dos municípios portugueses.
Numa primeira fase concorreram 80 municípios, o júri nomeou 36 projetos e o Observatório do Sobreiro e da Cortiça foi o projeto com o qual o Município de Coruche, nomeado finalista na região do Alentejo, juntamente com Grândola, Avis e Ponte Sôr, conquista o prémio de melhor projeto desta região.
A conquista do galardão de melhor projeto da região do Alentejo é para o Presidente Francisco Oliveira “um motivo de orgulho sobretudo por ser um prémio aferido por um júri independente e de uma entidade publica idónea mas também por ser o reconhecimento do trabalho que estamos a desenvolver e que revela impactos assinaláveis no território, na economia e na sociedade, promovendo o crescimento, e a sustentabilidade de um território, fatores que pesaram na análise do júri e para a vitória do projeto” .
A Câmara patrocina um conjunto de iniciativas através da introdução de abordagens dinâmicas e inovadoras, puxando o capital de Coruche ser o maior produtor mundial de cortiça, a nível concelhio.
Como grandes objetivos o Observatório tem contribuído para a defesa da sustentabilidade económica da Fileira da Cortiça; Promove os valores ecológicos e ambientais do Montado de Sobro; Apoia a investigação e certificação dos processos da cadeia produtiva; Promove e dá a conhecer novas utilizações e novos produtos, através da cortiça; Incluí vetores de inovação pela promoção da cortiça para novas utilizações e novos produtos;
Para isso tem contribuído o Laboratório existente no observatório, a construção do centro de documentação como suporte da investigação realizada; e a Organização da FICOR que este ano contou com o Alto Patrocínio da Presidência da República. Acolhe o Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça, que tem como objetivo a criação de um quadro de referência da investigação para o futuro da fileira e para a definição da Agenda Nacional para a investigação do Sobreiro e da Cortiça.

Francisco Oliveira salientou ainda a importância das parcerias feitas entre o Município e outras entidades “O Observatório é uma estrutura de valorização do montado de sobro em parceria com associações de produtores, universidades, investigadores e associações empresariais. Pioneiro e que se diferencia por ser um think tank de um produto endógeno local e fundamental para a balança exportadora do país e para a dinâmica de um sector ao nível da inovação, do desenvolvimento e da investigação de uma fileira que é a principal empregadora do concelho”
Este galardão é pela sua importância um prémio que a Autarquia alarga a todos os que contribuem para a dinâmica deste projeto e que fazem com que o Observatório seja um exemplo da reinvenção do poder local e do envolvimento da comunidade na execução de projetos com real impacto no território, na economia, na sociedade, que promovem o crescimento e a sustentabilidade.
Foram nove os projetos vencedores por região e o Prémio Nacional foi atribuído a Vila do Bispo.

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