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Rotary Clube de Santarém reflete sobre segurança 

 

Rotary Clube de Santarém reflete sobre segurança em encontro com a GNR
O entardecer cinza e chuvoso trouxe consigo mais do que o som suave da chuva sobre Santarém — trouxe também reflexão. No Salão Nobre da Guarda Nacional Republicana, o Rotary Club de Santarém reuniu, na noite de 28 de outubro, membros da comunidade e autoridades locais para um encontro dedicado ao tema da segurança.
Com o apoio do Comando Territorial de Santarém da GNR, o evento teve como propósito somar esforços e promover diálogo sobre um tema urgente e necessário. “Esta ação tem o propósito de reunir entidades estratégicas e alertar para um tema que é muito atual e que os cidadãos querem ouvir falar”, destacou Maria João Cardoso, presidente do Rotary Club de Santarém.
O ponto alto da noite foi a palestra “Dos Grandes Desafios da Segurança ao Planeamento de Segurança de uma Visita Papal”, conduzida pelo Coronel Pedro Duarte da Graça, comandante do Comando Territorial da GNR de Santarém. Entre dados e histórias de campo, o Coronel destacou os principais desafios enfrentados pela corporação: a criminalidade, a violência contra pessoas vulneráveis, os incêndios, a segurança rodoviária e a proteção ambiental.
Com uma área de atuação que abrange 6.541 km² e uma população de mais de 365 mil habitantes, o comando de Santarém garante, todos os anos, a segurança de cerca de 10 milhões de visitantes. “Anualmente, registamos 25 mil autos de contraordenação, 10 mil crimes, 5 mil acidentes e realizamos mais de 2.100 detenções — muitas delas por condução sob efeito de álcool ou sem habilitação legal”, relatou o Coronel, reforçando a importância do trabalho contínuo e coordenado entre forças e cidadãos.
A noite contou ainda com um momento musical proporcionado pelo Conservatório de Música de Santarém, com a participação do professor João Loureiro e dois alunos de viola dedilhada, num breve intervalo de harmonia e serenidade entre tantas reflexões sérias.
Ao final do encontro, ainda sob chuva leve, ficou no ar a sensação de dever cumprido. Entre uniformes e guarda-chuvas, restou a certeza de que segurança não se constrói apenas com ordens e protocolos, mas com empatia, diálogo e compromisso coletivo — valores que, como o próprio Rotary, resistem ao tempo e continuam a iluminar, mesmo nos dias mais cinzentos.

L.R

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