Artigo de Opinião
A Confraria da Gastronomia do Ribatejo que este ano irá completar 13 anos de existência, é composta por um punhado de pessoas de boa vontade, amigas e defensoras das nossas tradições, com especial destaque no campo dos “comeres”, e no seu trajeto tem-se pautado pela exigência na autenticidade das receitas e também com a exigência na origem e qualidade dos produtos intervenientes.
Um mau produto é suficiente para estragar a execução de uma boa receita, e resultará certamente num mau prato e num mau cartão de visita.
Gastronomia não é comer muito. Gastronomia é saber comer e degustar com qualidade e racionalidade.
Para se conseguir um bom prato não basta uma boa receita. É fundamental que haja exigência na origem e qualidade dos produtos a menos que haja intenção de adulterar e pretender “ vender gato por lebre”.
Assim sendo a nossa Confraria saúda com entusiasmo a organização do 4º Concurso de Iguarias e Vinhos do Tejo, cujo processo está em curso e ao qual nos foi dada a honra de podermos prestar a nossa melhor colaboração.
Gastronomia e Vinhos não são antagónicos, antes pelo contrário, completam-se e à partida temos a garantia de estarmos a colaborar com uma organização originária de um dos produtos que nos merece toda a confiança “Vinhos Tejo”.
Temos que nos orgulhar deste produto da nossa região que a nossa Confraria já teve oportunidade de dar a provar em França e Itália e pudemos testemunhar que ombreou com os melhores vinhos presentes e ainda recebeu elogios de enólogos locais.
A organização deste evento terá pela frente não só uma grande responsabilidade mas também um trabalho delicado que não pode perder de vista que a qualidade deve estar sempre em primeiro lugar, e se a organização não se desviar deste princípio, estamos certos que terminará com um êxito cujos principais benificiários serão: em primeiro lugar os produtores que se verão de algum modo recompensados pelos investimentos de modernização que têm vindo a fazer; e em segundo a nossa Região pelo prestígio que os produtos de qualidade lhe trazem.
No que se come e no que se bebe, a “qualidade” constitui sempre um bem essencial para a saúde das populações. No XVI Congresso Internacional da Trombose, que teve lugar em Santa Maria da Feira, especialistas de todo o Mundo ficaram a saber que um a dois copos de “tinto” por refeição protege contra a ocorrência de tromboses. Ao “tinto” só se exige uma coisa, “qualidade”.
Embora neste momento os vinhos Tejo já desfrutem de uma boa posição no mercado, muito há ainda para fazer especialmente porque se tratar de um produto de ótima qualidade que não pode temer a concorrência, nem ter complexos de aparecer nas cartas de vinhos dos melhores restaurantes de qualquer parte do nosso país ou mesmo do estrangeiro.
Por nossa parte estamos entusiasmados com este evento a que damos todo o nosso aval e só esperamos que decorra com a elevação necessária para que os resultados sejam positivos e visíveis e que revertam sempre em favor da qualidade.

O Provedor da Confraria da Gastronomia do Ribatejo (Parceira do Concurso)
J.A.Cruz Marques

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A enóloga Martta Reis Simões no lançamento de um dos Vinhos Tejo

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